domingo, 30 de março de 2014

JOÃO BATISTA, UM EXEMPLO DIGNO SER SEGUIDO 

Lucas 3:7-9

"Dizia, pois, João à multidão que saía para ser batizada por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai, porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão. E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo"

O texto bíblico em epígrafe traduz a forma pela qual o precursor do Senhor Jesus, João Batista, chamava a turba que se achegava a ele para ouvir sua pregação e ser por ele batizada nas águas do Rio Jordão, à responsabilidade.
Como precursor do divino Mestre, o que parece, é que João Batista era meio “durão” e não tinha suas palavras temperadas com sal conforme recomendou Paulo em sua Carta aos Colossenses 4:6.

Entretanto, vale ressaltar que quando João Batista exerceu o ministério que Deus lhe confiou, o cristianismo ainda não estava estabelecido neste mundo. A humanidade estava como uma verdadeira pedreira, encravada na religiosidade de então, apegada aos rituais mortos, costumes que em nada coadunava com os preceitos estabelecidos por Deus.

João veio abrir a picada em pedregais e matagais que até então se apresentavam como inacessível à maravilhosa graça. Sua pregação austera advinha do seu caráter. João foi um homem intransigente com o pecado. Ele pregava firme; seu compromisso era unicamente com o Reino de Deus. Diferente de nós, ele pregava o Cristo que viria estabelecer o Seu ministério, enquanto que nós pregamos o Cristo que virá estabelecer o Seu Reino.
As palavras “duras” de João eram reconhecidas e aceitas pelo povo, porque ele se mantinha firme no que por Deus fora estabelecido para ele fazer. Sua regra de conduta inspirava respeito, ou seja, ele tinha moral para pregar. Não uma moral imposta, mas, adquirida. Adquirida, porque ele conseguiu: a) – convencer o povo de que eles eram pecadores; b) – convencer o povo de que Jesus Cristo era o Salvador; c) – convencer o povo de que ele (João) era o pregador.

Aí, estavam as credenciais de João. Ele não tinha uma cédula de identidade assinada por Deus de que ele era realmente o precursor do Messias. A única coisa que ele tinha de diferente, era seu modo de vida, seu comportamento, sua fidelidade a Deus, seu comprometimento com o santo ministério e sua forma de tratar o pecador.

João não intervia na vida particular das pessoas, mas combatia o pecado como que se fosse a lepra. As pessoas ele as batizava, enquanto que o pecado ele abominava.

Finalmente, João encerrou seu ministério, e como não poderia ser diferente, foi decapitado por denunciar o pecado (Marcos 6:19-24).
Como já estava preestabelecido, Jesus veio, convidando e amando os pecadores, mas, sempre os recomendando depois de haverem se convertido: vá, e não peques mais.

CONCLUSÃO
O ministério exercido por João Batista, que pregava o Cristo que viria, deve ser um exemplo a ser seguido pelos obreiros da Nova Aliança, que pregam o Cristo que virá.
Pastor Jorge Albertacci
Às 22 horas do dia 28-03-2014

TEXTOS  - (Levítico 20:7; 1 Pedro 1:16)

 "Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o SENHOR, vosso Deus"

 INTRODUÇÃO
A santificação é o ato de separar-se do que é impuro e pecaminoso, e dedicar-se a Deus, somente a Ele. As Escrituras ensinam uma vida de santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, ninguém verá a Deus. Somente através do poder do Espírito Santo é que somos capazes de obedecer o mandamento do Senhor quando disse: Sede santo, porque Eu Sou santo, e assim termos a santidade em nós também.

PROCESSO DA SANTIFICAÇÃO
A santificação é realizada no crente pelo reconhecimento da identificação com Cristo em Sua morte e ressurreição. Quando nós nos convertemos ao Senhorio de Cristo, nascemos de novo, somos libertados das correntes do pecado, somos revestidos de um novo homem.
Não somos mais portadores daquela velha natureza. Conforme declara Pedro em sua primeira carta 1:13-17: - Portanto cingido os vossos lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo. Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância. Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver.

REFERÊNCIA NO ANTIGO TESTAMENTO
Ao escrever este texto, o apóstolo Pedro aludia sobre a passagem do capítulo 20:7 do livro de Levítico no Antigo Testamento, onde Deus manda que haja santidade no meio do Seu povo. Em todas as dispensações, inclusive na que vivemos nela, ou seja, a da graça, Deus sempre contou com pessoas que não tenha nenhum vínculo com satanás e com nenhum de seus emissários. Pedro enfatiza ainda na sua segunda Carta 3:2: -  Para que vos lembreis das palavras que “primeiramente foram ditas pelos santos profetas” e do mandamento do Senhor e Salvador, mediante os vossos apóstolos.
O conceito central do termo santificação é separação. Assim santificar-se é separar-se, separar-se do pecado, a fim de separar-se para Deus, e somente para Ele.

Temos uma rica tipologia no sacerdócio Levítico do Antigo Testamento, bem como nas cerimônias associadas ao Tabernáculo e mais tarde ao Templo. Tudo o que era oferecido a Deus deveria ser separado de modo especial, enfatizando a santidade daquele que recebia a adoração, Deus.
Essa dedicação positiva a Deus é sempre a ênfase principal dos que um dia morarão na eternidade com Cristo.

Para exemplificar, os vasos usados no Tabernáculo e no Templo, eram separados do uso comum, ordinário. Não podiam ser usados noutro lugar. Mas não era isso que os tornava santos. Só se tornavam santos ao serem levados ao Tabernáculo ou ao Templo e usados na adoração ao Senhor. Mediante o uso desses utensílios no Tabernáculo ou no Templo é que os mesmo eram qualificados como santos.
Uma vez santificados esses utensílios não mais poderiam ser profanados. Um exemplo disto temos na atitude de Belsazar, filho e sucessor de Nabucodonozor no reinado na Babilônia, que em uma festa nefanda, usou os utensílios sagrados que seu pai havia levado do Templo em Jerusalém pelo desleixo de Jeoaquim, então rei de Judá (Daniel 1:1-8; 5:3-4).

A SANTIDADE NUNCA É CONDICIONADA A CONCEITOS HUMANOS
Cada crente, quer seja adolescente, adulto ou idoso, deve ter sua vida estritamente reservada para o Senhor. Não há essa desculpa: ah! É jovem, então tem que tolerar tudo! Foi por este motivo que Paulo recomendou os Tessalonicenses, em sua Primeira Carta 4:3-4: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra”. O corpo do crente em Jesus, é um vaso, e tudo deste vaso deve ser usado somente para Deus; até mesmo porque no coração do crente é o Templo do Espírito Santo.

Quando aparece há necessidade de se adequar algo na Igreja para agradar e segurar alguém, que seja jovem, velhos, empresários, ou quem quer que seja, é porque estes não querem a Jesus, e uma vez, a pessoa não querendo Jesus, ou mesmo querendo de forma condicionada, nunca esta pessoa será santa, mas, um insubordinado aos conceitos de Deus.

Piadas, jogos, brincadeiras, chocarrices, diversões na Igreja, obscenidade, promiscuidade, enfim, como afirma Paulo em sua Primeira Carta aos Coríntios 6:10  “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus.”

CONCLUSÃO
Nesse caso, o “pensamento”, a voz, os pés, as mãos, a boca, os olhos, os ouvidos, o sexo, tudo enfim na vida do crente em Cristo deve ser exclusivamente para Deus. Fora disto, o indivíduo pode até ser crente, membro da Igreja, estar com tudo em dia junto à secretaria, ser contribuinte assíduo, participar das atividades da Igreja, todavia, não pode ser santo, e uma vez não sendo santo, nada a ver ele tem com Deus. Assim sendo, este crente faz parte do tão propalado rol dos que noite e dia correm atrás de encontros e mais encontros, buscando libertação de tudo quanto é tipo de maldição, obra do mal, e o pior é que se Jesus vier nesse tempo, ele fica.

E Deus te quer santo, prezado leitor, Ele precisa de você, mas com uma vida santa, irrepreensível, dedicada somente a Ele. Adore a Ele neste momento, busque-o em oração que Ele cumprirá o desejo do seu coração. Deixe um espaço no teu coração para Jesus habitar.
Pastor Jorge Albertacci - Ano de 1998


sábado, 1 de junho de 2013

SANTIFICAÇÃO, SEM A QUAL NIGUÉM VERÁ A DEUS


AÇÃO DO ESPÍRITO

Com o advento do Pentecostes e a presença ativa do Espírito Santo, a Igreja do Senhor passou a contar com os dons espirituais, e consequentemente com a presença de sinais e maravilhas, como Cura Divina, Profecias e os demais..., atingindo com isto, o terceiro estágio da Fé “Dunamis” (1Co 12:9).

A partir de então, a Igreja passou a presenciar o que sobre ela já estava predito por Deus ainda antes da fundação do mundo (Ef 1:4). Especialmente a profecia de Joel, que diz respeito sobre como e o quanto seria abençoado e privilegiado o povo de Deus na Nova Aliança, salvo os pleonasmos, na Era da Igreja, na Dispensação da Graça, ou ainda na Sexagésima Nona Semana de Daniel.

A Igreja do Senhor passou a presenciar curas milagrosas e libertação (Mc 16:17-18); efetivando com poder a anunciação do evangelho de Cristo (Mc 16:15-16), além de evidenciar a fé (Rm 1:17), preservando ainda o ensino da Palavra (Mt 26:20 e 1Co 4:17), os bons costumes, a preservação da família, da oração, da comunhão, bem como do firme propósito de se manter fiel até que Jesus volte para, como prometeu, arrebata-la deste mundo para o Céu de Luz.
Com elevado apreço a todos os meus irmãos


Pr. Jorge Albertacci – 28/03/2013

sábado, 23 de março de 2013

A IGREJA DE CRISTO EM RELAÇÃO AO ESTADO


A IGREJA DE CRISTO EM RELAÇÃO AO ESTADO

 Texto Bíblico

Romanos 13:1-7
  “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus.  Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.  Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela.  Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz o mal.  Portanto, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência. Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo. Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra”.
INTRODUÇÃO
O crente é um súdito do Reino de Deus na Terra, e como tal tem os seus deveres de cunho espiritual a cumprir com ele. Não obstante, é também cidadão do país onde nasceu e tem para com este obrigações civis, como os demais cidadãos, uma vez que recebe do estado o amparo, a segurança, os direitos, enfim, todos o beneplácitos que as leis deste lhe outorgam. Neste ponto destaco que é nosso dever tratar do papel que cabe a Igreja dentro do contexto político do Estado, ressaltando a sua inteira independência do mesmo e da separação que deve existir entre ambos.
I - DEFININDO A IGREJA E O ESTADO
A Igreja de Deus é o povo que foi resgatado do mundo de perdição através da obra sacrificial de Cristo. É, então, sua propriedade e corpo místico. (Tt 2:14).
A Igreja se constitui no verdadeiro refúgio do cristão, onde ele pode alcançar o mais desejado triunfo: a eterna salvação. Alegremo-nos em pertencer a Igreja do Deus vivo!
O Estado é a nação politicamente organizada e tem o dever de garantir a ordem e segurança da Nação, tudo fazendo para alcançar o seu progresso. A garantia dos direitos individuais é da competência do Estado. Explicando melhor, o Estado é uma organização que protege a família em todos os seus direitos definidos na constituição. Garante os direitos individuais do cidadão, e visa alcançar os ideais do povo, a virtude e a expansão econômica. Objetiva a prática da justiça social, que não favorece o rico em detrimento do pobre, posto que diante da lei, e, consequentemente do Estado, todos são iguais e merecem respeito aos seus direitos. Enfim o Estado protege a sociedade, que por sua vez tem na família a sua célula máter que é, em última análise, a base do Estado.
1- A missão da Igreja no governo do mundo.  Em relação ao poder temporal, a Igreja não recebeu de Deus a autoridade para dominá-lo, nem para submetê-lo ao seu governo. A missão da Igreja é espiritual. Ela é a luz do mundo e o sal da terra, e como tal a sua missão é “iluminar” e “salgar” a Terra.
2- A origem do Estado. O Estado é de origem sobrenatural. Dissemos que a origem do Estado é sobrenatural porque toda a autoridade, todo o poder procede de Deus. É Deus quem outorga a autoridade ao homem para exercer o governo sobre o homem. Por esta razão o apóstolo Paulo recomendou aos crentes em Roma: “Toda alma esteja sujeita às potestades superiores, porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação” (Rm 13:1,2). Leia também 1 Pe 2:13-17. Contudo é bom que se esclareça que toda a autoridade humana está subordinada à autoridade de Deus e certamente Ele cobrará de cada governante os erros e as iniquidades praticadas em Seu nome.
3- A missão do Estado.  Sabemos que os elementos essenciais que constituem o Estado são: um território, uma população, uma lei e uma organização administrativa. “O Estado é uma sociedade humana organizada que se submete ao mando e à orientação de um poder central, com a finalidade de estabelecer o bem próprio de cada um, ao mesmo tempo que busca o bem geral”.
II - A INDEPENDÊNCIA ENTRE A IGREJA E O ESTADO
O maior prejuízo que a Igreja do Senhor sofreu através dos séculos, teve início quando o imperador Constantino aderiu ao cristianismo, batizando-se ele e toda a sua corte, arrastando assim, ao seio da Igreja todos os seus maus hábitos e a sua idolatria.
Aquilo que Satanás não havia conseguido afogando-a no sangue dos mártires que eram cruelmente lançados às feras, nas arenas do Coliseu Romano, ou nas fogueiras e outros inomináveis sofrimentos, que os obrigavam a morar nas cavernas e covas (catacumbas) mas, sem no entanto, silenciarem quanto ao testemunho de Cristo (Hb 11:38), alcançou, no entanto, tornando o cristianismo a Igreja oficial do Império, afogando os líderes da época, na “seda da púrpura” ou seja, no pecado e na luxúria. Deste modo, sua autoridade espiritual, foi aniquilada, e, os tais, para agradar as autoridades seculares, foram obrigados, pouco a pouco, a mudar o essencial no que respeita ao culto, a doutrina e a disciplina, tornando o cristianismo autêntico, naquilo que é hoje a Igreja Romana, que de cristã só tem mesmo o nome. Por esta razão, entendemos que a independência entre a Igreja e o Estado deve ser absoluta.
III - O CRENTE COMO CIDADÃO DO CÉU
A Bíblia ensina que a Igreja está aguardando ansiosamente a sua transladação para a sua pátria celestial (Fp 3:20-21; Jo 17:16), e classifica esta expectativa como a “bem aventurada esperança” (Tt 2:12:13). Na qualidade de cidadão do céu, devemos viver de tal maneira a não causar escândalo nem aos gentios, nem aos judeus, nem à Igreja de Deus (1Co 10:32). Devemos nos portar com dignidade diante de todos.    
IV - TODA POTESTADE VEM DE DEUS
O apóstolo Pedro concorda com o conceito inspirado do apóstolo Paulo, no que respeita à obediência e às potestade superiores, porque “assim é a vontade de Deus, que fazendo o bem, tapeis a boca  à ignorância dos homens loucos” (1Pe 2:15). Todos sabemos que os magistrados são constituídos por ordenação de Deus (Rm 13:1). Não é necessário teme-los, se praticarmos as boas ações, mas, se as más seremos punidos com o rigor da lei, e o mesmo apóstolo Pedro afirma que se sofremos, soframos não como ladrões, rebeldes ou malfeitores, mas como verdadeiros crentes em Cristo, e nisto glorifiquemos a Deus (1Pd 4:15-16).
1.        O poder do Estado tem sua origem em Deus. De conformidade com os ensinos dos profetas sobre a soberania de Deus e sua intervenção no governo do mundo (Dn 4:17:31-32), o Senhor Jesus, quando interrogado pelos fariseus e herodianos quanto a licitude de pagar ou não tributo a César respondeu: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Perante Pilatos ele foi claro ao responder: “O meu reino não é deste mundo”. E diante da alegação do mesmo Pilatos, que afirmava possuir poder para mandar crucifica-lo ou soltá-lo, Jesus respondeu de modo inquestionável: “Nenhum poder teria sobre mim, se de cima te não fosse dado”. Assim sendo, o Senhor deixava claro que a autoridade de César, de Herodes, de Pilatos e todos os governantes em todos os tempos procede de Deus. Ele é a causa primeira de toda a autoridade, tanto no Estado quanto na Igreja. Por isto Jesus como perfeito homem, submeteu-se ao poder do Estado (Mt 17:24-27; Fp 2:6-8). Nós não podemos fazer menos que isto.
V - O CRISTÃO DEVE OBEDECER AS AUTORIDADES
Nos regimes democráticos o governo é dividido em três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. A todos esses poderes devemos obediência e respeito. Sujeitar-se, à ordenação humana por amor ao Senhor e mandamento, e, somente os bons e humanos, mas também aos maus. Cristãos há, que se negam a pagar impostos ao Estado, e, quando o fazem é com malícia, alguns chegam ao extremo de subornar o fisco, cometendo um pecado que mais cedo ou mais tarde, de Deus recebem a devida cobrança e raramente prosperam em seus negócios, isto, quando não sofrem outros reveses (1Pe 2:11), “aquilo que o homem semear, isto também ceifará” (Gl 6:7-8). Honrar, respeitar e reverenciar os membros desses poderes é justo. “A quem honra, honra; a quem tributo, tributo”.
VI - INSUBIMISSÃO ÀS AUTORIDADES É REBELDIA
Sem dúvida, o povo de Deus, através de todos os tempos, tem sofrido dura oposição por parte das autoridades, mas isto não nos autoriza a fazer oposição aos poderes constituídos. Por três séculos o Império Romano desencadeou cruel perseguição à Igreja. O apóstolo Paulo foi vítima desses poderes até a morte, mas deixou escrito: “Quem se opõe às autoridades, resiste a Deus”. É dever do verdadeiro servo de Deus cooperar, ajudar, e acatar as ordens das autoridades para o seu próprio bem, orando por elas (1Tm 2:13). Resisti-lhes opor-se lhes é diabólico e traz consequências embaraçosas. (1Tm 4:12).
CONCLUSÃO:
Quando damos testemunho de verdadeiros crentes em Cristo, estamos em conformidade com  o Estado e com a Igreja. Destarte, somos por Deus abençoados pela submissão e obediência. Sem uma vivência plena com Deus, não desempenhamos o papel de sal da terra e luz do mundo, logo, somos trevas também. Jesus na Sua oração sacerdotal, esclarece: “E eu já não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.  Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.  Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou.  Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17:11-17) e prossegue em João 18:36:  “O meu Reino não é deste mundo; se o meu Reino fosse deste mundo, lutariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas, agora, o meu Reino não é daqui”. Paulo ao aludir sobre Satanás e aos desobedientes aos preceitos de Deus estatuídos nas laudas Sagradas, afirma  em 2 Coríntios 4:4  “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. Nestes últimos dias da Igreja na terra, nós, como bons despenseiros e pregadores da última hora (Jo 2:18), devemos primar pelo zelo da obediência e da submissão a Deus, para, mesmo com “dores de parto” (Gl 4:19) possamos ganhar alguns para o Reino de Deus e consequentemente livrar nossas almas das garras do diabo também. Espero ter sido claro, e que o estimado leitor encontre aqui, algo que sirva para sua edificação espiritual! Esta foi minha intenção. Foram minhas cooperadoras na formulação do presente artigo, minha esposa Alcenir Albertassi e Albertacci, e minha filha, Drª Sâmela Albertassi Tona.
 Volta Redonda, Rio de janeiro, 23 de março de 2013
Pr. Jorge Albertacci
Fonte Bibliográfica:
Revista da EBD/CPAD – Lição 09 de 26/08/1990
Bíblia Sagrada/RC/1995 – SBB
Dicionário Aurélio – Editora Positivo com Nova Ortografia
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 10 de março de 2013

EVANGELISMO SEGUNDO A ORDEM DE JESUS

EVANGELISMO SEGUNDO A ORDEM DE JESUS
 
LÁ FORA ONDE OS PECADORES ESTÃO
HOJE AINDA HÁ LUGAR
A tarefa universal de evangelismo que o SENHOR JESUS nos confiou, é algo que por nenhuma hipótese pode ser adiado, é uma tarefa para ser executada hoje, agora, ou nunca!
O ONTEM FOI O DIA QUE PASSOU
Não se pode deixar nada para ser resolvido ontem. Devemos ser cuidadosos e vigilantes no cumprimento do que espiritualmente nos foi confiado pelo SENHOR, não permitindo que escape das nossas mãos a oportunidade que o SENHOR nos concede, não podemos olhar para trás depois de pegarmos no cabo do arado. Quantos que hoje choram por terem deixado sua oportunidade de fazerem algo na obra do SENHOR passar. Não olhemos para um futuro remoto. Já li um artigo sobre a psiquiatria, recomendando ao deprimido deixar para amanhã as coisas que não gosta de fazer, sempre para amanhã. Mas no caso da evangelização, a ordem é outra: nunca deixa para amanhã, faça hoje. Façamos a obra do SENHOR para que no fim não cantemos a lúgubre canção de Jeremias 8:20: “Passou a sega e findou o verão, e nós não estamos salvos”.
O AMANHÃ QUE PODE NÃO CHEGAR
O grande Faraó do tempo do Êxodo, é o exemplo típico do homem que põe sua confiança no dia do amanhã. Quando Moisés o viu em apuros com as pragas das rãs, perguntou-lhe: - Faraó, o senhor quer que oremos agora para que o senhor fique livre desta praga, a resposta dele foi tácita: - Amanhã! (Êx 8:9-10).
 Caro leitor, hoje é o dia do ESPÍRITO SANTO. Hoje é o dia do cumprimento das Escrituras (Lucas 4:21), hoje é o dia da salvação (2Coríntios 6:2; Hebreus 3:15. Hoje é o dia das grandes exortações de DEUS (Hebreus 3:13). JESUS disse ao ladrão na cruz: - “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 24:43). Agradeçamos ao SENHOR, porque hoje, ainda há lugar!
NOSSA TAREFA: ACHAR OS PERDIDOS
Os perdidos da terra somente serão achados quando a Igreja decidir procurá-los. Nenhuma pessoa em seu estado natural intenta voltar para DEUS, porque a carne com sua concupiscência nuca experimenta esta carência de buscar a DEUS. Precisamos ligeiramente sair em busca dos perdidos.
“UMA FAMÍLIA DO INTERIOR DE MINAS GERAIS INTERNOU UM FILHO ALIENADO NUM HOSPITAL ESPECIALIZADO NA CIDADE DE BARBACENA. CERTO DIA, RECEBEU NOTÍCIA DA MORTE DO RAPAZ, E FICOU CONSOLADA, CONSIDERANDO QUE ELE JAMAIS FICARIA CURADO, LOGO SERIA MELHOR PARA ELE A MORTE. PASSADO ALGUM TEMPO, PORÉM, O MOÇO FOI ENCONTRADO PERAMBULANDO PELA RUA, EM UMA OUTRA CIDADE BEM DISTANTE, E LEVADO PARA A CASA DOS PAIS.” (ELE HAVIA FUGIDO, E A DIREÇÃO DO HOSPITAL DEU A FALSA NOTÍCIA DA MORTE PARA ESCAPAR DA RESPONSABILIDADE).
Assim também, como aquele moço está a humanidade: perdida no mundo, sem ter noção de como escapar, louca porque não quer aceitar a mensagem de CRISTO, dependendo de alguém que a tome pela mão e conduza ao Céu.
OS MODELOS FORAM INVERTIDOS
No Novo Testamento eles testificavam de casa em casa, fazendo discípulos entre todos os povos. Hoje o conceito é o de trazer as pessoas à Igreja, e depois a CRISTO!  Este conceito às vezes até que funciona, mas, para aqueles que forem à Igreja – mas, estimo que entre 90 a 95 por centro destes nunca entrarão em uma Igreja. A princípio, o modelo da Nova Aliança é o de levar os pecadores a CRISTO e depois ao local de reunião da Igreja – mas, antes, busca-lo onde eles estão. As nossas Secretarias de Evangelismo priorizam em recomendar ao pecador o Edifício da Igreja, enquanto que o conceito do Novo Testamente é o de recomendá-lo a CRISTO.
ÁREA MAIS EVANGELIZADA
Em seu livro, sobre: “ASSIM UMA IGREJA CONQUISTA ALMAS”. Editado pelo renomado Evangelista Orlando Spencer Boyer, Gene Edwards diz: “Nós tentamos evangelizar o mundo... evangelizando o Edifício da Igreja... cada sala, e cada banco, é a área mais evangelizada da terra. Da maneira pela qual trabalhamos nisso, daria para pensar que o Edifício necessitasse de conversão. Trabalhamos como se todas as pessoas perdidas do mundo estivessem lá!”. O único problema é que os pecadores, os inconversos não estão lá – nunca estiveram lá – nunca estarão lá. Eles estão em toda parte, menos onde estamos assentados, hoje, em poltronas almofadadas, com toalete de primeira linha, bebedouro com copos descartáveis, esperando que eles venham – dentro do Edifício da Igreja. A necessidade imperativa é que busquemo-los lá onde eles estão, aí sim, aí eles virão à Igreja, mas porque conhecerão a JESUS. É claro que é muito mais cômodo delegar este trabalho a JESUS recomendando-o de forma insubmissa, mas é assim mesmo: Nós temos feito de Deus um mensageiro, um entregador de recados. Esquecemos que Ele é o Gerente Geral! Nós nos ocupamos em dizer a Deus para fazer todas as coisas desejáveis que nós mesmos deveríamos fazer — visitar o pobre e necessitado, ir e confortar os fracos, abençoar e ajudar os pobres, encorajar os encarcerados, apoiar os fracos e falar com os pecadores. Queremos que o Senhor faça todas essas coisas enquanto nós oramos: Ó SENHOR, visita as viúvas, os presos, os hospitalizados, visita SENHOOOOORRR, VISITAAAAA.
CRISTO não pode ir visitar o prisioneiro a menos que Ele vá em seu corpo. Ele irá EM VOCÊ. VOCÊ é a Igreja. Quando VOCÊ visitar o prisioneiro, CRISTO o visitará.    Caso contrário, Ele NÃO PODERÁ.
O EVANGELHO NA SUA COMUNIDADE
O ministério de Cristo na sua comunidade está limitado a VOCÊ! Ele anseia para falar às almas sobre a salvação, a fim de persuadi-las dos seus pecados e convencê-las sobre o Evangelho — esta é a obra do Espírito Santo — mas Ele ESTÁ EM VOCÊ; Ele trabalha através dos SEUS lábios, do SEU corpo. Se VOCÊ não for e testemunhar ou transmitir a mensagem, a SUA comunidade será perdida. Cristo ordenou viver EM VOCÊ e Ele não pode visitar os perdidos independentemente de VOCÊ, como Ele não pode ficar de pé numa praça pública e pregar o Evangelho sem um pregador através do qual Ele possa falar.
Nós gostamos de viver egoisticamente; temos prazer em ficar sozinhos orando e enviando uma torrente de pequenas ordens e bonitos recados os quais o maravilhoso Espírito Santo poderá executar para nós. Isso nos poupa muito trabalho. Além disso estamos tão ocupados — com as novelas da TV, os programas indecorosos onde mulheres se desnudam rebolando nos telões da sua sala na frente de crianças e adolescentes, com os nossos clubes prediletos, nossas atividades recreativas, e com os nossos próprios afazeres.
Aos 19 anos de idade eu já dirigia reuniões nas casas dos irmãos (por ordem do meu pastor) com 20, já dirigia congregação (1961), mas os pecadores que vieram a JESUS “eu os busquei” lá na roça, derrubando matas, plantado, a pé o de bicicleta nas arenosas estradas do noroeste paranaense. Hoje, uma boa parte destes são pastores, evangelistas, presbíteros, outros já estão na eternidade; alguns destes se concentram e Foz do Iguaçu, (PR). Em outro extremo (sudeste) sul capixaba, não foi diferente. Finalmente aqui em Volta Redonda, onde estou circunstancialmente a 50 anos (1963-2013), antes de assumir a presidência da Igreja, meu ministério não foi diferente – buscar os pecadores lá fora onde eles se encontram.
CONCEITO ERRADO E ANTIBÍBLICO
Apelar para que o pecador compareçam no Edifício da Igreja para assistir   a um show, um eloquente pregador, uma pessoa que ora e profetiza muito, um congresso de missões ou outro, uma vigília, uma concentração de conscientização missionária, um escola bíblica, um programa de 12 horas de oração, uma peça teatral, apresentação de ministérios de dana entre, um encontro de G 12 outros eventos. De nada adianta se o pecador não tiver ainda conhecido a CRISTO. Participar desses eventos até que é bom, mas, conhecer a JESUS, somente da forma que ELE  ensinou! É muito comum ouvirmos: realizamos um congresso e 100 aceitaram a CRISTO, 20 se reconciliaram e 150 foram batizados com o Espírito Santo. Incorrem em uma tremenda mentira quem afirmar isto de forma categórica, visto que dos 100, é bem normal que se ficarem muitos não passarão de 5 até dez, mas é normal também que nenhum chegue ao batismo. Quanto ao que se reconciliam ou se unem à Igreja, a princípio 20 por cento pode até ficar, mas depois de um anos, não se sabe mais onde estão. Agora, o pior, são os que foram batizados com o Espírito Santo. Isto eu declaro de cadeira porque já desintoxiquei alguns de algumas Igrejas onde os pastores não dispõe de tempo para doutrina-los neste sentido.
UM PERGO IMINENTE E SEMPRE PRESENTE
Para este conceito de evangelismo ainda existe um agravante a destacar: nestes Grandes Congressos, o neófito, incauto, ainda, antes de conhecer a JESUS CRISTO e terem aprendido os preceitos da SUA SANTA PALAVA, eles aprendem a profetizar, como aprendem a cair, aprendem outros trejeitos esquisitos, aprendem a repreender o pastor da Igreja Local, aprende a ser pregador itinerante, aprendem sobre a prosperidade atual, aprendem a serem triunfalistas, aprendem a decretar! Aprendem a ser insubmissos. SÓ NÃO APRENDE UMA COISA: BUSCAR OS PERDIDOS LÁ FORA OND ELES ESTÃO.
ORAÇÃO, UM ORDEM DO SENHOR
Um grupo de senhoras cristãs estava realizando a sua costumeira reunião de oração. Certo evangelista — um ardente conquistador de almas — era o convidado para pregar. Ele ouvia algumas delas falarem a respeito de uma mulher imoral que vivia perto. O evangelista perguntou: "E o que vocês estão fazendo para conseguir a salvação dessa mulher?" A dirigente tomou a palavra: "Estamos orando fielmente pela sua salvação cada vez que nos reunimos". "Ótimo!" disse o evangelista. "Mas ela irá para o inferno enquanto vocês oram. Ainda não foram visitá-la? Ainda não falaram a ela sobre a sua alma? Alguém já levou o Evangelho para a sua casa?"
Pr. Jorge Albertacci 10 de março de 2013
 
 
 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

QUEM NÃO GOSTA DA IGREJA, BOM SUJEITO NÃO É...

QUEM NÃO GOSTA DA IGREJA, BOM SUJEITO NÃO É...

Agora é pra valer:  o que dá Ibope e gera receita é falar mal da igreja! “A Igreja” não tem cara, não tem personalidade jurídica, a Igreja não se defende. É como chutar cachorro morto. Com a proliferação de websites e blogs, muita gente dispara: “Eu não vou mais à igreja”. “A igreja sou eu, vou cultuar sozinho”. “Igreja não leva ninguém para o céu”. “Igreja é latifúndio de pastor”. “Igreja é para gente atrasada”. E por aí vai. Marqueteiros, vendedores, blogueiros, artistas (que nunca foram “muito” crentes mesmo), diretor de faculdade, pastores, gente graúda e gente miúda, desviados também. Todo mundo resolveu bater na igreja. Hipocrisia. Para dizer o mínimo!

Eu não tenho procuração “da igreja” para defendê- -la, nem ela precisa disso, mas considere o seguinte. Quem é a igreja? Fala-se muito sobre a igreja. Mas que igreja? Dê nomes. Verifique se sua bronca não é contra o modo de governo da igreja: episcopal, presbiteriano, democrático, células. O problema pode ser no modo como a sua igreja entende a eclesiologia. Aí o problema não é “da igreja”, mas da teologia de alguém que iniciou o seu grupo dentro desse molde. Mas há outros modelos de governo e isso não tem a ver com a igreja em si. 
Pode ser que você não goste da panelinha que muitos chamam “ministério”. Aí o problema não é “da igreja”, mas seu, que permite a panelinha estar onde está e fazer o que faz. Oriente-se, estude, envolva-se e uma hora a “panelinha” terá que ser desfeita. Ou então admita, como Lutero, que não adianta sair da igreja, pois não há igreja perfeita. O jeito é reformá-la de dentro para fora, e aí você terá apoio de muitos outros que estão no mesmo barco.
Verifique se o que você chama de “igreja” não são alguns pregadores, tele-evangelistas, artistas, gente que faz campanhas e subtraem dinheiro “da igreja” em benefício próprio. A igreja não é essa gente, ela “contém” essa gente. Nunca leu na Bíblia (provavelmente não) que o joio está onde o trigo está? Assim, sempre teremos o joio, ele faz parte da igreja, mas o joio não é a igreja.
Então não justifica falar mal da igreja. Veja também se o problema não é você! Sim, nós é que formamos a igreja. Já imaginou isso? Há quem não mova uma palha, mas a-do- -ra falar mal de quem? Da igreja, coitada dela. O problema é que “a igreja” não é pra qualquer um. Gente que quer falar palavrão (agora é moda); viver como um nababo; deixar-se atrair pelas delícias do jardim do vizinho; gente frustrada que quer desabafar; gente que precisa de atenção e paparicos, não gosta de ser enquadrado pelas exigências naturais da Bíblia para quem quer ser discípulo.
É simples, o problema não é a igreja; ela nada tem a ver com isso.
Parafraseando o velho samba, quem fala mal da igreja, bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou não está em pé. (Quem está em pé, cuide para que não caia, 1Co 10.12).

Por: Magno Paganelli
Bacharel em Teologia, pós-graduado em Novo Testamento, professor e escritor, autor de “O Livro dos Diáconos”, “Qual a Sua Função no Corpo de Cristo”, dentre outros.

Publicado por Pastor Jorge Albertacci

sábado, 5 de janeiro de 2013

DÍZIMOS E OFERTAS ALÇADAS


DÍZIMOS E OFERTAS ALÇADAS

Por Pr. Jorge Albertacci

INTRODUÇÃO

Dízimo é a décima parte, tanto das colheitas como dos animais, e de tudo que os israelitas ofereciam a Deus (Lv 27:30-32; Hb 7:1-10; Dt 12:6, 11, 22-23). O dízimo era usado para o sustento dos Levitas. Os Levitas eram homens da tribo de Levi e que ajudavam os sacerdotes nos serviços do Templo (Nm 18:21-24; Nm 3:5-13; 2Cr 8:14), também no cuidar dos estrangeiros, dos órfãos e das viúvas (Dt 14:28-29). Acima do dever, era uma obrigação a entrega do dízimo no Antigo Testamento, tanto que para o dizimista resgatar algum valor que havia entregado no Templo como dízimo, o mesmo tinha que acrescentar 1/5 ou seja, 20% do seu valor - Ex.: se o dízimo fosse uma ovelha de 1.000 reais. Para levá-la para seu aprisco novamente, o dizimista tinha que pagar 1.200 reais para os administradores do Templo (Lv 27:31). Além do compromisso que os israelitas tinham com a entrega do dízimo, tinham também com a oferta alçada da qual a RC faz menção cerca de trinta vezes (Êx 25:2-3; 29:27-28; 35:5, 21, 24; 36:3, 6; Lv 7:14, 32; 10:14-15; Nm 6:20; 15:19-21; 18:11, 24, 26-29; 31:41, 52; Dt 12:6, 11, 17; Ne 13:5.

A ORÍGEM DO DÍZIMO

O sistema de contribuir com o dízimo teve início muito antes da promulgação da Lei (Gn 14:20; 28:22) Abrão entregou 10% dos bens que havia recobrado a Melquisedeque. Outra referência importante temos em Gêneses 28:22, nesta passagem Jacó não tenta barganhar com Deus, mas, por gratidão reconhece o benefício que Deus lhe proporcionou, bem como lhe proporcionaria para sempre, promete-lhE então dar o dízimo de tudo quanto de Deus recebesse.

O DÍZIMO NO PRINCÍPIO DA CRIAÇÃO

Quando Deus criou o homem, o colocou no Jardim, juntamente com sua mulher, Eva, de cujo casamento, a cerimônia, Ele mesmo a celebrou! E deixou TUDO o que era Seu a disposição do primeiro casal; TUDO ali lhes era disponível. Mas, Deus não abriu mão de uma coisa, que era uma árvore que Ele plantara no MEIO do Jardim. "TODAS as demais árvores são tuas, mas, esta é MINHA, desta vocês não comem o fruto" (Gn 2:9, 16-17).

Nunca houve época na história da humanidade em que Deus não reservasse para Si alguma coisa do reino físico, onde ganhamos a vida. Aquela árvore no meio do Jardim (Gn 2:3) foi o primeiro exemplo, e quando Adão dela se apropriou, foi severamente punido, tendo, a partir de então, que enfrentar trabalho árduo para sobreviver. O primeiro casal além de comer o que Deus lhe deu em abundância, ainda apropriou-se do que Deus reservou para Ele, como que se a provisão divina fosse insuficiente.

Na Dispensação da Graça, na qual vivemos, Deus não tem uma árvore reservada para Ele em nossa propriedade, o que não representa que Ele não tenha algo físico reservado para Si daquilo que ganhamos, melhor dizendo: “daquilo que Ele nos dá.” O que pode ser o ovo que a galinha põe, o bezerro que a vaca cria, o fruto que colhemos; etc. ... No caso dos crentes que são assalariados, figuradamente essa árvore pode ser representada pelo dízimo do que se recebe líquido mensalmente. Líquido, porque o que é recolhido para a Previdência Social, FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, seguros, PIS e outros. Um dia o trabalhador recebe o que fora recolhido em forma de indenizações, prêmios, proventos mensais, entre outros, quando, finalmente, será feita a contribuição para a obra de Deus relativa a esses valores anteriormente recolhidos. Não descartando, todavia, o dever daquele que sentiu em seu coração o desejo de contribuir 10% do salário bruto que recebe. 

Em Gêneses 8:20, lemos que Noé ao sair da arca, após o dilúvio, ofereceu a Deus sacrifícios em gratidão por sua salvação, bem como da sua família. Noé reconheceu a força e a revelação de Deus para construir a arca e além do mais poder contar com a provisão divina em todos aspectos enquanto o mundo sucumbia nas águas do dilúvio. Noé tinha conhecimento dos recursos necessários para a construção da arca, e com certeza, tinha ciência de que a Grande Obra de Deus não se resumiria ali.

O DÍZIMO E A LEI DE MOISÉS

Esses fatos bíblicos comprovam que a prática de devolver o dízimo para o Senhor, bem como a das ofertas alçadas, transcende à época da Lei de Moisés, tornando com isto um tremendo equívoco afirmar que o dízimo fôra instituído por causa da Lei. Vale observar também que com o advento da Lei, na época de Moisés, o dízimo passou a ser um compromisso moral inadiável para todo o povo de Israel, para os fins descritos na Palavra de Deus.

O DÍZIMO NOS DIAS DE MALAQUIAS

Nos dias de Malaquias o povo ignorava o mandamento de Deus de dar o dízimo para a manutenção do Templo. Possivelmente, temiam perder aquilo pelo que trabalharam tão arduamente, mas nisto julgaram mal a Deus. Ele diz: "Dai, e dar-se-vos-á" (Lc 6:38). Quando contribuímos e entregamos os dízimos do Senhor, devemos nos lembrar de que as promessas de Deus não são sempre materiais, e não podem ser completamente experimentadas aqui na terra, mas, certamente as receberemos em sua plenitude em nossas vidas futura, no céu.  

Assim como foi para o profeta Ageu (Ag 1:58), um assunto de extrema importância para o profeta Malaquias era a provisão da comunidade, a continuidade da vida de adoração a Deus da mesma. O povo não estava trazendo o dízimo de suas plantações de grãos, para o sustento do sacerdócio e as cerimônias do Templo. Em resposta, Malaquias declarou a Palavra do Senhor: “Trazei todos os dízimos à Casa do Tesouro” (Ml 3:10). Nem todos os intérpretes concordam com a condição de dízimo, na prática cristã. Alguns o consideram como parte da Lei de Moisés, que deixou de ser uma exigência obrigatória, no Novo Concerto de Jesus Cristo. Outros o consideram um princípio fundamental da vida cristã fiel no Reino de Deus, comparável às exigências morais do Decálogo. Muitos concordariam em vários pontos, contudo, é sabido que o dízimo pela produção de alguém não representa tudo o que pertence ao Senhor. Na verdade ele simboliza o fato de que “Teu é tudo quanto há no céu e na terra” (1Cr 29:11), e tudo que uma pessoa tem deveria ser aplicado, de alguma maneira aos propósitos de Deus.

Todavia, é notório que o dízimo sustenta a obra de Deus e as atividades da Igreja que Ele chamou para servi-lO no mundo. Ele é útil por tornar possível a edificação de crentes e o alcance de muitos incrédulos; sem ele, a missão da Igreja e a extensão do Reino de Deus encontram dificuldades. A prática do dízimo e da caridade em geral prepara o crente para receber bênção do Senhor. A mão que agarra não está aberta para o que Ele procura dar. Sobre este aspecto Malaquias insistiu especificamente com os judeus: “Fazei prova de mim” (Ml 3:10). Na era em que vivemos do pós-modernismo; agora com o relativismo e mudança de conceito, o que é certo para um é errado para outro, o que de certa forma põe confusão na cabeça de muitos até mesmo nas doutrinas do Senhor Jesus, e esta prática degradante, infelizmente tem alcançado o arraial dos crentes em Cristo. Malaquias exortou o povo a deixar de reter o dízimo e PARAR DE ROUBAR A DEUS. Reitero que o ato de dizimar foi observado a rigor também na época de Moisés, mesmo não sendo instituído por força da Lei, ele foi reafirmado por ela (Lv 27:30-34; Dt 14:22).

O motivo da ênfase ao assunto em apreço nos dias do profeta Malaquias foi porque o povo retia seus dízimos e por esta razão os servidores do Templo tiveram que trabalhar para ter o seu sustento e consequentemente, negligenciavam, deste modo, a responsabilidade que lhes fora dada por Deus de cuidarem do Templo e do serviço de adoração.

Tudo aquilo que temos pertence ao Senhor; então, quando nos recusarmos a devolver-lhe uma parte daquilo que Ele colocou em nossas mãos, o roubamos e consequentemente pecamos, porque de certa forma impedimos a expansão do Reino de Deus na terra, por desonestidade com o Pai que tudo de graça nos dá em abundância.

Será que de um modo egoísta desejamos reter 100% daquilo que Deus nos dá, ou estamos dispostos a devolver-lhe ao menos 10% para ajudar o progresso do Seu Reino entre os homens?

MALAQUIAS O PROFETA DO ELO

Destaco também, que Malaquias foi o “profeta do ELO” entre o Antigo e Novo Testamento. Preste atenção: Malaquias nos dá diretrizes práticas e próprias do Novo Testamento; própria da Nova Aliança, sobre nosso compromisso com Deus, exemplo: “o Senhor merece o melhor que tivermos a oferecer” (1:7-10); “devemos estar dispostos a mudar nosso modo errado de viver” (1:2); “devemos fazer de nossa família uma prioridade vitalícia” (2:13-16); “devemos ser sensíveis ao progresso de purificação de Deus em nossas vidas” (3:3); “devemos dar o dízimo de nossa renda” (3:8-12); “e não deve haver o orgulho em nossas vidas” (3:13-15). “Finalmente, Malaquias conclui suas mensagens apontando para aquele Grande Dia do Juízo Final. Para aqueles que estão comprometidos com Deus, será um momento de alegria porque os introduzirá à eternidade na presença do Senhor. Aqueles que ignoraram a Deus serão como a "palha", que será totalmente queimada” (4:1).

“Para ajudar as pessoas a se prepararem para aquele dia do juízo, o Senhor enviaria um profeta como Elias (João Batista), (Ml 4:5), que prepararia o caminho para Jesus Cristo, o Messias.” Pode-se dizer que o Novo Testamento tem início com este profeta que conclama as pessoas a se converterem de seus pecados e tornarem-se para Deus. Tal compromisso com o Senhor exige grande sacrifício da nossa parte, mas podemos estar certo de que no final será compensador (notas do autor).

As dificuldades que o povo enfrentava nos dias de Malaquias eram grandes. Isso já era um problema crônico principalmente em Judá. O povo acreditava em Deus, mas não demonstrava compromisso. Motivo este que me leva a considerar cristocêntrica a mensagem de Malaquias. Sua mensagem era para que o povo colocasse suas vidas em ordem! Se assim fosse feito seriam cobertos de bênçãos; do contrário seriam cobertos de julgamentos.

Assim como Joel, o profeta do Pentecostes, através de Malaquias Deus convida o povo a se converter novamente, e assim, Deus tornaria para ele (Ml 3:7).

O DÍZIMO NOS DIAS DE JESUS

No Novo Testamento, Jesus reitera a obrigação da entrega do dízimo na passagem a seguir: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas (entregar o dízimo de tudo) e não omitir aquelas" (Mt 23:23).

Os fariseus legalistas se gloriavam porque davam o dízimo das mínimas coisas, como a hortelã, o endro e o cominho porque constava  estatuído na Lei. Eles deviam sim cumprir com esta obrigação, todavia, não desprezando a justiça, a bondade e a crença. Cumprir uma lei em detrimento de outra, é negar todas. Já o escritor da carta aos hebreus nos diz assim: "A quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça e depois também rei de Salém, que é rei de paz" (Hb 7:2). A alusão aqui é sobre Mequisedeque, descrito abaixo: MELQUISEDEQUE (Rei da Justiça) ...Rei de SALÉM (antigo nome de Jerusalém) e sacerdote do Deus Altíssimo. Abençoou a Abraão e recebeu dele o dízimo (Gn 14.18-20). MELQUISEDEQUE É UM TIPO DE CRISTO, o Rei-Sacerdote (Sl 110:4; Hb 5:6,10; 6:20; 7:1-28). Só que Cristo é Rei, Sacerdote e Profeta.

IMPORTANTÍSSIMO

Com o raiar da Nova Aliança, as coisas se mudaram, porque diante das bênçãos advindas através de Jesus, as da Velha Aliança "pouco" representavam, então os crentes que não se conformavam em entregar somente o DÍZIMO, mas, eles DAVAM TUDO, e com isto não havia entre eles necessitados algum e o Reino de Deus se expandia de tal forma que chegou até  nós aqui nos confins da terra (At 2:45; 2:39; 4:34). É bom notar que com todo o rigor da Lei, não me lembro de alguém que tenha morrido por reter a parte do bem que pertencia ao Deus, no Velho Testamento, entretanto, no alvorecer da incomensurável Dispensação da Graça, Ananias e Safira, foram mortos por negligenciar esta prática, exatamente no lugar da adoração a Deus, no Templo.

A Igreja do Novo Testamento recebia dízimos dos primitivos cristãos? Ou apenas "ofertas" a critério de cada um? Hebreus 7:8 declara que é o próprio Cristo, aquele que vive para sempre, quem recebe nossos dízimos, porque o dízimo é empregado exclusivamente na Sua obra. Logo, a Igreja recebia sim, além dos dízimos, as ofertas, não somente para consecução da obra, mas, também para socorro aos necessitados, até mesmo porque, de certa forma, o socorro aos comprovadamente necessitados está inserido no contexto do compromisso da Igreja do Senhor.

ESTÁ PATENTE QUE JESUS ERA DIZIMISTA

Ele é o nosso exemplo em tudo; nEle se cumpria em tudo a Lei. Devemos fazer o que Ele fez. Ser Seu imitador assim como foi Paulo (1Co 11:1). Sua vida foi investigada de forma minuciosa, e não tendo denúncias reais o acusaram de quebrar o sábado, de fazer-se igual a Deus, de ameaçar derrubar o templo e reedificá-lo em três dias, um processo calunioso e ridículo. Porque não o acusaram de sonegar o dízimo? Porque Jesus era dizimista. Cumpriu todos os preceitos da Lei (Mt 3:15; 5:17-20; 17:24-27; Lc 10:4). Esta informação se resume aos que insistem em afirmar que a Igreja de Cristo nada tem a ver com o dízimo.

OUTRAS REFERÊNCIAS NEOTESTAMENTÁRIAS

Zaqueu, além de indenizar a quem fraudara quadruplicadamente, ainda abriu mão da metade de seus bens, neste caso o dízimo de Zaqueu foi de 50%, considerando a manifestação da graça de Deus em sua vida  (Lc 19:1-10). A viúva observada por Jesus quando o Mestre sentou-se junto à Arca do Tesouro para algo inusitado! Veja: Lucas 21:1-4 É importante notar que nessa passagem, Jesus deixou de lado os demais trabalhos do Templo para cuidar das contribuições! Ele estava na área do Templo denominada de ÁTRIO DAS MULHERES. Neste local, havia sete caixas. Em uma delas os adoradores poderiam depositar a quantia relativa ao imposto do Templo, e as outras seis caixas eram para as ofertas voluntárias, como a da viúva que deu. Esta não era apenas pobre, ela tinha poucos meios para ganhar dinheiro. Seu pequeno presente era um sacrifício, mas ela o entregou voluntariamente. Em contraste com o modo que nós administramos nosso dinheiro, aquela mulher deu TUDO o que tinha, deu o seu sustento e Jesus estava ali a observar as contribuições das pessoas e julgar-lhes as intenções. Essa pobre viúva depositou TUDO que tinha 100%. O moço rico que reconheceu ser Jesus o Messias, pôs-se de joelho diante dele para adoração, (os judeus só se prostravam diante de Deus) depois de verificar que se tratava de um bom judeu, observador da Lei, nesse caso, ele era dizimista; disse-lhe Jesus: "Falta-te uma coisa: vai e vende TUDO QUE TENS, 100% (Mt 10:17-30). Jesus não ordenou que se tornasse dizimista, porque ele já era, se não fosse teria sido desmascarado. Esse moço era um forte candidato ao apostolado, mas, era pego ao dinheiro. Jesus quer TUDO de nós, espírito, alma e corpo. Assim como tudo que ELE tinha pertencia o Pai, TUDO o que temos pertence a ELE (Jo 17:1-22).

Diante da multidão faminta, Jesus ordena a seus discípulos: “dai-lhes vós de comer” (Mc 6:37), mas eles não tinham a menor ideia de como prover meios para isto. De repente descobrem um menino que tinha cinco pães e dois peixes, ou seja, sua pobre refeição. Mas diante daquela situação quando solicitado, o menino não questionou, entregando TODO seu almoço nas mãos do Mestre e com isto, cerca de 5.000 pessoas foram alimentadas e o menino recebeu ainda mais do que tinha. 5.000 pessoas foram abençoadas pela presença de UM que não tinha sua mão mirrada para Deus.

INCOERÊNCIA

Alguém procurar racionalizar a insignificância de sua contribuição menos do que o dízimo, buscando defesa na Palavra de Deus. Crentes sinceros às vezes buscam respaldo em 1Coríntios 16:2 "cada um deve dar o que puder, conforme sua prosperidade.”  Se um crente tivesse mais dívidas do que dinheiro, e tivesse dificuldades até para comer; estaria isento dessa contribuição, porque não teve prosperidade, mas aqui não se trata do dízimo, mas dessa oferta que seria destinada aos necessitado da Igreja em Jerusalém". Do dízimo ninguém está isento, a não ser que esse não esteja comendo e nem se vestindo. Porque ele não deve primeiro comer e vestir para depois contribuir, visto que, a recomendação é que o dízimo e as ofertas sejam tirados das primícias (Pv 3:9; Jr 2:3; Ez 20:40; 44:30; 48:14; Rm 11:16) e se ele come e veste das primícias, com certeza não terá com que contribuir. A seguir esses crentes apontam para 2Coríntios 9:7. Nesta passagem, dá a impressão de que Paulo está ensinando que cada um decide por si mesmo a importância com que vai contribuir para o Reino de Deus. Um acha que pode dar muito, outro que deve dar menos, este conclui que deve dar tudo, e aquele, que nada deve dar! Essas instruções de Paulo dizem respeito a uma coleta especial para os pobres e necessitados da Igreja de Jerusalém, assolados pela fome. Paulo fala de levantamento de fundos para socorro, de ofertas extras, espontâneas, para beneficência. Não se trata da contribuição regular, sistemática, para o Senhor, leia (1Co 16:1-3; At 11:29; Rm 15:25-26; 2Co 9:1, 5, 9). Para essa oferta, Paulo não fala sobre porcentagem. Ainda que esses apelos do apóstolo visassem a contribuição dos crentes para a manutenção do ministério da Igreja, subsistiria a ideia de proporção. Cada um deveria contribuir "conforme a sua prosperidade", nesse caso Paulo não anula o sistema percentagem. Não se queixe da falta de "sorte" "Queixe-se cada um de seus pecados" (Lm 3:39). "Lembra-te de onde caíste! Arrepende-te" Ap 2:5). Nós não somos senhores, mas, somos escravos e escravos não tem bens, os bens pertencem ao SENHOR! Olhando para a calmaria que reina na casa de uma família extremamente dizimista e a reclamação na casa dos que não adotam esta doutrina, vemos nitidamente a coerência entre Ml 3:9 e At 5:1-10 - entendemos aí que maldição é uma questão de opção (Dt 11:26, 28). A necessidade da quebra de maldição, da cura interior, do descarrego, das campanhas intermináveis, das andanças em busca de alguém que possa ter uma revelação, das regressões, dos processos de sacrifícios, como raspar a cabeça, deixar crescer a barba, andar descalço, vestir-se todos de uma mesma cor, decorre da ausência de Deus na vida, da inobservância a Seus preceitos, da intenção de invalidar o sacrifício vicário de Cristo no Calvário, dando ênfase ao determinismo: "eu determino" "eu não aceito" "eu declaro". O Espírito de Deus não participa desses procedimentos. Esses deterministas adquirem a confiança dos incautos, que passam a ser até mais do que dizimista, na expectativa de aquisição de carros, casas, lojas, a ponto de os senhores ministros não conseguirem transportar os dízimos que recebem, no bolso, mas é necessário malas. E com esta prática abominável a Receita Federal que dá isenção de impostos para as Igrejas, mesmo sendo o estado laico, passa não a perseguir mas, a fiscalizar até as que primam pelo bom senso, e com toda a razão. É BOM RESSALTAR TAMBÉM QUE Abraão e seu neto Jacó já praticavam o dízimo centenas de anos antes da promulgação da lei. Na verdade no Novo Testamento o crente pertence totalmente a Deus. Ele dá o dízimo, mas, não faz o que bem entende com os 90% que retém. Tudo é de Deus, o crente é escravo de Cristo, o escravo não tem bens, tem Senhor. É por isto que os crentes do Novo Testamento são motivados a dar TUDO. Não mero 10%.

 O PROBLEMA DA AUTOADMINISTRAÇÃO

Outra prática abominável tem sido a autoadministração da contribuição, estive visitando um irmão em uma cidade no estado do Espírito Santo, ele havia vendido uma fazenda por 80 milhões de cruzeiros, cujo dízimo ele emprestou a juros até que aparecesse naquela cidade um pastor que fosse de sua confiança para ele entregar o dízimo que no caso seria de 8 milhões. E dois pastores já haviam passado por lá, finamente ele ficou doente, exatamente quando eu o visitei, então ele falou comigo, deitado em sua cama, sobre o dízimo e o cuidado que ele tinha em entregar esse dinheiro, e o pastor nessa época era meu sogro. Finalmente ele partiu para a eternidade e o dízimo ficou na mão de quem ele cuidadosamente havia emprestado. Em outra ocasião, uma irmã ficou viúva de um obreiro que trabalha com trator, também para o mesmo estado, cujo trator virou em cima dele, consequentemente, levando-o a óbito, e ao receber a indenização a viúva foi instruída por uma antidizimista a comprar com o dízimo, pedras marroada, muitas pedras, para a fundação da Igreja em nessa outra cidade, onde nem o terreno a Igreja possuía, e comprou, colocando-as na porta da Congregação que era alugada. Quando que a Bíblia recomenda a honrar os que administram e ministram (Rm 13:7; 1Tm 5:17; Hb 13:7, 17).

MORDOMIA DO TEMPO

Como bons mordomos de Deus, devemos considerar também o tempo que ELE nos concede: 24 horas por dia, dessas 24 horas é normal que tiremos 8 para o trabalho; 1 e 36 minutos para o percurso entre a residência e o trabalho; 8 para dormir; 4 para as refeições; 2 horas e 24 minutos é o dízimo do tempo para ocuparmos na promoção do Reino de Deus. Quantos minutos por dia você tem tirado para a promoção do Reino de Deus na terra. Fazendo uma visita a um necessitado, evangelizando outro. Ou você não tem tempo para isto porque você vive correndo em busca de alguém que te determine uma vitória ou quem sabe até alguém que vaticine o seu futuro?! Ou você pensa que gastando o "seu" tempo assim você está servindo a Deus? Com certeza não! Você é servo; não é místico, você não pode ser egoísta, Deus te dá de graça para você promover o SEU Reino entre os pecadores. Faça isto (Mt 6:33).

Entre os necessitados. Você não é um mero seguidor, você um despenseiro da graça de Deus. Ou não? Se não, pelo menos deveria. Nestes 49 anos (03/1958-01/2007) tenho experiências, as mais diversas, uma é sobre o pastor José Paes Martins, o conheci em 1965, seu salário nunca ultrapassou ao mínimo e sua casa sempre teve de TUDO, nunca morou em casa pequena, sempre teve dinheiro em quantidade expressiva, inclusive para emprestar simplesmente para ajudar as pessoas. Sua casa em Castelo - ES, era a hospedaria das famílias quando vinham à cidade para tratamento de alguém, ficavam semanas em sua casa, comendo e bebendo, dormindo, e ele com sua esposa davam assistência em TUDO, em troca de nada material. Inclusive minha esposa e eu fomos abençoados por eles quando nasceu nossa segunda filha (17/07/1969. Nunca podemos recompesá-los à altura. Até que um dia, sob meus cuidados pastorais, internado em um hospital em Volta Redonda, já muito idoso; e cheguei à tarde no quarto do hospital em que ele estava; no momento, ele estava deitado; assim que eu entrei, me coloquei de cócoras perto da cama, com toda serenidade, ele sentou-se, serrou o punho da mão direita, forço-a sobre a cama e me disse: - Jorge, daqui eu não saio vivo, abaixei a cabeça, fiquei sem palavras, porque ele não era contador de anedotas, e no dia seguinte, Deus o recolheu às Régias Mansões Celestiais, foi para a glória, mas sua casa continuou com a mesma fartura por vários anos. O Senhor continuou cuidando da sua esposa, irmã Jandira Gomes Martins, até que por fim Deus a levou também. Deus o honrou, até depois da morte!

AOS PASTORES QUE ADMINISTRAM A OBRA DO SENHOR

1-              Se você foi chamado por Deus para ser pastor, a responsabilidade primordial de seu sustento condigno é de Deus, e só secundariamente da igreja, ou da tesouraria do presbitério, sínodo, ou denominação. Mas você tem a obrigação de ensinar a igreja a praticar o dízimo.

2-              Viva pela fé. Foi para isso que você foi chamado. Não murmure, não estenda a mão à iniquidade, não desanime. A igreja é de Deus. O Senhor cuida do seu povo, principalmente de seus servos pastores.

3-              Viva na plenitude do Espírito Santo, não na carne. Fuja da aparência do mal. Não racionalize o pecado. Esteja sempre no centro da vontade de Deus.

4-              De cada dez sermões doutrinários, um há de ser sobre o dízimo. Seja exemplo de liberalidade e generosidade em sua própria contribuição.

5-              Antes de admitir ao rol de membros os novos candidatos à profissão de fé e batismo, veja se estão bem conscientes das obrigações e privilégios do dízimo do Senhor. De modo algum recuse receber os que vacilarem quanto ao dízimo. Mas esclareça a doutrina ao máximo. Se revelarem relapsos na mordomia de seus bens, prestarão contas a Deus. Não seja você o relapso, ocultando dos crentes uma doutrina de máxima importância.

6-              Obedeça ao preceito de Mateus 6:33: “buscai primeiro o reino e sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Funciona!

7-              Seja enérgico com os oficiais da Igreja que sonegam o dízimo. Administra os dízimos alheios, mas eles próprios o retém! Talvez não tenham percebido a incoerência. O oficial da igreja deve passar a dizimar de imediato ou renunciar o cargo.

PRINCIPAIS OBJEÇÕES CONTRA O DÍZIMO

Crentes sinceros mas desconhecedores da doutrina evangélica do dízimo, têm levantado objeções. Fazem-no, todavia, sem apoio nas Escrituras, e até mesmo contra o ensino bíblico. As principais objeções são:

1.               O dízimo é da lei. Não estamos debaixo da lei. Não estamos no Velho Testamento.

Resposta: Abraão praticou o dízimo 400 anos antes da lei. Jacó foi dizimista antes da lei.

2.               O dízimo não é exigido no Novo Testamento.

Resposta: Em Mateus 23:23 Jesus declara que não devemos desprezar o essencial da lei, mas obedecer aos imperativos da misericórdia, fé e justiça, inclusive o dízimo. A igreja apostólica recebia dízimos (Hebreus 7:8). O judeu devia um décimo ao Senhor. O cristão deve a si próprio, cem por cento. Sua contribuição deve, pois, ser maior do que a do judeu.

3.               Quando Cristo mencionou o preceito de Mateus 23:23 ainda não havia cumprido a lei. Esta se cumpriu na cruz. Além disso, essa exortação foi dirigida aos fariseus hipócritas, não aos crentes. Portanto, o Senhor não nos ordenou o dízimo.

Resposta: Se esta objeção for válida, por coerência atiraremos ao lixo todo o ensino do Senhor anterior à cruz, como o Sermão do Monte, a oração dominical, as parábolas. O evangelho de antes da cruz não é evangelho? Porventura o maior problema da igreja cristã não são os “fariseus hipócritas?”

4.               O dízimo em Israel era necessário porque levitas e sacerdotes não receberam herança. Não podiam dedicar-se à indústria, comércio e agricultura. O trabalho deles se restringia ao culto, pelo que o dízimo era sua forma de sustento. Na igreja cristã não deve existir uma casta sacerdotal, pastoral, ou clerical.

Resposta: Deus chama ministros do evangelho, missionários, doutores em teologia, em música, história da igreja, e muitos outros obreiros de tempo integral, para uma infinidade de ministérios. Há o ministério do ensino teológico, da evangelização, do pastorear, da administração de entidades paraeclesiásticas, hospitais, escolas, editoriais, e despesas com aluguéis, manutenção, água e luz, combustível, etc. O dízimo na igreja é mais importante do que em Israel.

5.               Pastores, professores, missionários e outros cristãos deveriam ter um emprego secular, a fim de ganhar a vida, como os demais crentes, livrando a Igreja da responsabilidade de sustentá-los. Paulo fabricava tendas, não?

Resposta: A experiência milenar da igreja é que o ministério eficiente é o de tempo integral. O obreiro precisa de todo o tempo disponível para estudar, preparar sermões, estudos, palestras, visitar o rebanho, presidir reuniões, atender a compromissos da denominação, informar-se pela mídia, separar tempo para si e para a família, repousar e orar. Excepcionalmente há lugar para o ministério de meio expediente, que não se deve confundir com o ministério “bico”, de fim de semana, que oculta intenções inconfessáveis. Sim, Paulo fabricava tendas para sobreviver. As igrejas não lhe enviavam o necessário sustento. E o apóstolo adquirira o “mau hábito” de almoçar todos os dias. Ele teria preferido dedicar-se ao ministério de tempo integral.

6.               O crente é livre em Cristo. Se for muito rico, dará 30, 50 ou até 90 por cento para o Senhor, e nem assim sentiria que está agradando ao Senhor, se ainda lhe sobrasse muito dinheiro. Outro crente, tão pobre que não pode dar nem um centavo, porque já passa fome, está isento de contribuir. Cada um dá conforme sua prosperidade, ou não dá conforme sua miséria.

Resposta: Sob a lei de Moisés, as ações é que configuravam a guarda ou a quebra da lei. Sob a graça, as intenções do coração é que determina a inocência ou a culpa, o grau de delinquência ou de piedade. O crente é liberto por Cristo para superar o judeu no amor. O evangelho de Cristo é social em sua essência; transforma o pecador, seja este miserável ou milionário, dando-lhe um novo coração, e novo sistema de valores. O miserável deixa de ser miserável, e o milionário se torna generoso.

7.               Não posso dar o dízimo porque não sobra. Minhas despesas são sempre maiores do que meu salário. Ganho uma miséria. Não tenho sorte, nada dá certo, e vivo num país do Terceiro Mundo.

Resposta: Ninguém dá o dízimo. Devolve ao Senhor o que é dele. Deus requer as primícias, não as sobras. Em não havendo entrega das primícias, Deus pode impedir que sobre. Crente enrolado em dívidas é crente sob a disciplina de Deus, que precisa fazer um pacto de fidelidade ao Senhor, pela fé. Nenhum cristão vive pela “sorte”. Você provavelmente foi chamado para testemunhar de Cristo num país de Terceiro Mundo.

8.               Não dou o dízimo, mas pelo menos dou uma oferta. Cada um dá quanto pode, segundo propôs no coração.

Resposta: Não se deve sonegar o dízimo do Senhor. Oferta só é oferta depois de entregue o dízimo. Ofertas em lugar do dízimo são abominação perante o Senhor. Ofertas cada um dá como quer. Dízimo o crente entrega como Deus determina

9.               Acho errado falar tanto de dinheiro na Igreja. As coisas espirituais são mais importantes do que dinheiro. Pedir dinheiro na igreja escandaliza visitas.

Resposta: De fato, na igreja não se deve falar demais em dinheiro. Em vez disso, deve-se ensinar a doutrina da mordomia cristã de nosso corpo e espírito, de nosso tempo e talentos, o que inclui nossa obrigação quanto ao dízimo. Dinheiro é uma coisa, dízimo é outra. Dinheiro é “mamom”, o deus do século, dízimo é retribuição de amor. Dinheiro pode ser a trilha de Judas, dízimo deve ser o caminho da graça.

10.         Nem sempre a Igreja administra bem os dízimos dos crentes. Às vezes se esbanja no patrimônio. Algumas igrejas gostam de luxo e ostentação, havendo tantas pessoas carentes. Prefiro ajudar as instituições de caridade.

Resposta: O crente tem a obrigação de filiar-se a uma Igreja cuja vida deriva da Vida. A igreja de Cristo deve espelhar o próprio Cristo. Você não deve apoiar uma Igreja que há muito tempo deixou de ser o Corpo de Cristo e virou clube. O dízimo é de Deus, para ser entregue na tesouraria da Igreja, e não para entidades beneficentes.

CONCLUSÃO

É extremamente lamentável notar os cultos que prestamos a Deus que deveria ser de ADORAÇÃO, por ser esta sua finalidade precípua, se tornando em culto de campanhas de prosperidades materiais, libertação dos "libertos" que nunca ficam libertos. Contribuição financeira em troca de acertos de negócios, casamentos, sair da miséria, salvar casamento com o marido ou com a mulher do outro (a). A TV faz apologia a isto através de "pastores, missionários, bispos e apóstolos" inescrupulosos e os crentes tentam comprar de Deus as coisas, quando que Deus não tem nada para vender. Ou Ele dá de graça, ou então não dá NADA. Até o linguajar dos crentes mudam diante dos apologistas da TV, assim como seus comportamentos no CULTO QUE ERA PARA SER DE ADORAÇÃO. Já se ouve frases incoerentes entre nossos irmãos, tais como: abrace o irmão que está do teu lado – pule, tire o pé do chão – Jesus é lindo – dá glória – dá um tapa nas costa do teu irmão e grite, acorda dormente! Isto decorre da negligência até mesmo dos Obreiros na contribuição com os DÍZIMOS, sob a alegação sem fulcro de que esta é uma prática do Velho Testamento e não do Novo! Entram na miséria e depois têem que deixar sua congregação e partir para os pés desses pregadores sem ética.

O homem muda de conceito da noite para o dia, mas Deus não muda. Neste caso, estaria Deus contente com a mudança de conceito dos Seus filhos, quanto a forma de ADORARÁ-LO? DÍZIMOS E OFERTAS ALÇADAS FAZEM PARTE DA ADORAÇÃO.

Se todos fossem pontuais na contribuição com os DÍZIMOS e OFERTAS, os versículos abaixo poderiam ser obedecidos e os Obreiros que dirigem Congregações devolveriam o DÍZIMO, do que receberiam da Igreja por seu trabalho ministerial.

Dt 25:4 Não atarás a boca ao boi, quando trilhar. 1Co 9:6-8: Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e não come do leite do gado? Digo eu isso segundo os homens? Ou não diz a lei também o mesmo? Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão.

Porventura, tem Deus cuidado dos bois? 1Tm 5:18 Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E, digno é o obreiro do seu salário Lc 10:7.

E ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário. Não andeis de casa em casa. Destas passagens bíblicas, Paulo determina que os obreiros do Senhor recebam côngruas por seus serviços ministeriais e que não tenham suas bocas atadas assim como se faziam com o boi quando trabalhava.

Essa prática de atar a boca do boi foi condenada na Velha Aliança e Paulo alude a isso dando ênfase a côngrua do obreiro do Senhor. Mas, como pagar o que é justo ao obreiro que trabalha se não há contribuição nem mesmo dos próprios obreiros? Neste caso o recurso é INFRINGIR a Lei e depois arcar com a INFLIGÊNCIA, ou seja, receber o justo castigo.

Duas coisas que andam juntas: quando o crente passa a ignorar o dízimo, logo ele passa a entender também que não há mais necessidade de congregar com os irmãos. Despreza a Igreja e nele passa a inexistir a necessidade de congregar. O local de culto perde o sentido – o ministério pastoral passa ser taxado de exploração – a necessidade do calor dos irmãos desaparece e o indivíduo arma uma grande teia como aranha e naquela redoma ele leva uma vida de infelicidade! Isto é inquestionável.

Pastor Jorge Albertacci - Janeiro de 2007

Blog: www.pastorjorgealbertacci.blogspot.com.br

E-mail: prjorgealbertacci@yahoo.com.br

BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada – RC – SBB/1995;

Bíblia Sagrada – ARA – SBB;

Bíblia Sagrada – Aplicação Pessoal – SBB;

Dízimos & Bênçãos – Osvaldo Ramos – Vida;

Enciclopédia da Bíblia Teologia e Filosofia – Vol. 2 – R. N. Champlin, Ph. D. J. M. Bentes.

APÊNDICE
Para adequação a uma forma mais inteligível desta Apostilha para o Curso Suplementar de Teologia supracitado, bem como a todos meus leitores, no mês de dezembro do ano de 2012, após acurada meditação e oração ao Senhor, a ampliei, acrescentando assim, alguma páginas, buscando, segundo a orientação do Espírito do Senhor, jogar mais luz sobre o assunto em apreço. Jamais tive durante a elaboração da presente a intenção de apresentar ponto de vista radical e propriamente meu, mas, como sempre trato as coisas do Senhor, primei somente pela apologética às doutrinas das Sagradas Escrituras.

O Servo do Senhor
Pr. Jorge Albertacci